Dermo de Coxas

A gordura e a flacidez da parte interna das coxas podem incomodar os pacientes, tanto esteticamente como causando assaduras ao caminhar. A dermolipectomia de coxas é indicada quando a pessoa apresenta flacidez e excesso de pele na face medial das coxas. Na grande maioria dos casos os pacientes apresentam grandes perdas de peso, como nos casos de cirurgia bariátrica. A cirurgia tem duração aproximada de 2 horas, e as incisões podem se localizar na região da raiz das coxas, apenas acompanhando a prega, ou serem feitas ao longo das coxas, dependendo do grau de flacidez.

O resultado definitivo é observado após 3 a 6 meses. Pode ser necessário associar uma Lipoaspiração.

Orientações pós-operatórias:

Cinta: manter durante 24 horas por dia, por 45 dias, após este período, pode retirar a cinta por curtos períodos. Após 45 dias deve-se usar apenas para atividades físicas e para dormir, após 60 dias o paciente é liberado do uso da cinta.

Drenagens: duas a três vezes por semana.

Alimentação: manter a alimentação habitual, moderar a quantidade de sal da alimentação e ingestão de embutidos. Tomar no mínimo 2 litros de água por dia. Dê preferência para frutas, principalmente suco de laranja e outras ricas em vitamina C e verduras, que serão importantes para sua cicatrização. Evitar comidas apimentadas e frituras.

Repouso: evite atividades físicas e desgaste. Permaneça em repouso. Manter as pernas elevadas a maior parte do tempo. O local da cicatriz é relativamente desfavorável, desta forma as trocas de curativo e cuidados de limpeza devem ser muito cuidadosos.

Sol após 90 dias.

Piscina e praia após 60 dias.

Estas orientações são gerais, podendo haver alterações de acordo com a evolução do pós-operatório.

Possíveis Complicações :

Cicatrizes inestéticas: Prevenir é a melhor saída, siga o repouso e as orientações de seu médico, caso apresente mesmo assim cicatrizes desfavoráveis elas podem ser tratadas.

Hematoma: Mais frequente quando associado ao uso de medicações que aumentam o sangramento, comunique seu médico quanto ao uso de todos os remédios. São exemplos de medicações que podem aumentar o sangramento: Marevan (consulte seu cardiologista, pois este medicamente somente pode ser suspenso com supervisão médica), AAS, ginkobiloba, entre outros. Durante a cirurgia os vasos sanguíneos são cortados e o sangramento é estancado através do aparelho de coagulação, porém estão muito frágeis no pós-operatório recente, desta forma caso haja uma batida ou trauma na região operada os vasos podem voltar a sangrar e levar ao hematoma.

Trombose: Complicação que pode ocorrer em todo procedimento cirúrgico, o uso da meia elástica é o principal modo para prevenção, além das botas de compressão pneumática intermitente utilizadas durante a cirurgia e em alguns casos individualizados, uso de medicação.

Infecção: Muito raramente podem ocorrer infecções graves por germes hospitalares, que deverão ser tratadas em tratamento específico. Mais frequentemente as infecções ocorrem pela própria flora do paciente, ou contaminação de germes da comunidade. Apesar do tratamento bem acessível, podem levar a abertura dos pontos e assim retardar a recuperação. Esta cirurgia especificamente merece uma atenção especial em relação aos cuidados com a cicatriz, pois a localização das incisões é desfavorável. Cuidados locais com curativos impermeabilizantes e limpeza podem evitar este tipo de problema. Na maioria dos casos as infecções são facilmente controladas com uso de medicações.

Pacientes com diabetes e arteriosclerose tem maior risco de apresentar infecção.

Abertura de pontos: Pode ocorrer por ruptura e lesão da pele por falta de repouso ou movimento abrupto / infecção, excesso de tensão e expulsão de fio de sutura, algumas comorbidades podem aumentar a chance de ocorrer como imunodeficiências, diabetes, arteroesclerose.

Necrose: Ocorre quando o sangue não chega ao tecido operado.

Seroma: Formação de líquidos no subcutâneo da área operada, ocorre mais frequentemente nos pacientes que não obedecem repouso regularmente, pois a movimentação prejudica a cicatrização dos vasos linfáticos. Outros fatores que levam ao seroma são obesidade e infecção.

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